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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Confira as datas das etapas finais de inscrição

16:51

Com o fim do prazo de inscrições em simpósios e pôsteres, a organização do V Congresso Internacional da ABES divulga as próximas datas importantes para os participantes:

Envio da carta de aceite aos inscritos: 22/12/16

Etapa final de inscrição com preenchimento de formulário e orientações para pagamento da taxa de inscrição: a partir de 02/01/2017

Divulgação no site do congresso da programação dos simpósios e pôsteres: 05/02/2017

Veja mais informações na Terceira Circular.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Confira a lista de simpósios aprovados!

20:31

Confira a lista de simpósios aprovados para o V Congresso Internacional da ABES.

Somente poderão apresentar trabalhos nos simpósios os pesquisadores e estudantes de Doutorado que estejam filiados à ABES e tenham feito o pagamento da anuidade de 2016. Se ainda não é membro, clique aqui para filiar-se. Após o envio do formulário preenchido, o participante receberá um e-mail com informações para o pagamento da anuidade.

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Simpósio 1 - A intermidialidade nas produções culturais contemporâneas
                      Intermediality in contemporary cultural products

Thaïs Flores Nogueira Diniz (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG)

Silvia Maria Guerra Anastácio (Universidade Federal da Bahia - UFBA)

Português/ English

O simpósio visa a reunir trabalhos que analisam as relações entre textos literários (atuais ou não) e criações contemporâneas em outros sistemas semióticos, sejam filmes, performances, instalações, peças musicais, pinturas e outras criações visuais. Usando o conceito de intermidialidade como suporte teórico, dar-se-á ênfase à função de estratégias vanguardistas na expressão artística e à discussão das questões relacionadas ao entrelaçamento entre os produtos analisados e as inquietações contemporâneas.

The Symposium will accept papers analyzing the relation between literary texts (recent or not) and contemporary ones created in other semiotic systems, such as films, performances, installations, musical pieces, and visual products. Based on the theoretical concept of intermediality, the emphasis must be on the function of avant-garde strategies of artistic expression as well as on the discussion of issues related to the interweaving of such configurations and contemporary concerns.

Simpósio 2 - A textualização na arte: literatura e outras linguagens

Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan (Unesp - Araraquara)

Português 

A Semiótica de base greimasiana concebe a geração da significação como um percurso metodológico que vai do elemento mais simples e abstrato ao mais complexo e concreto. O plano de conteúdo só pode se manifestar por meio de um plano de expressão e a junção entre eles se dá na textualização, etapa da geração de sentido em que a expressão se manifesta e sofre a coerção do material que a veicula. A Literatura, como a arte em geral, define-se pela materialização da expressão, sofrendo a coerção da linearização do significante verbal, assim como o cinema e o teatro, por exemplo, sofrem a coerção da sincretização de várias linguagens. A programação textual coercitiva deixa, ao mesmo tempo, uma margem estratégica ao enunciador na organização de seu texto. Nesse sentido, a proposta deste simpósio pretende congregar estudos de textos diversos a partir da materialidade heterogênea que os sustêm. A discussão que queremos propor inclui a hipótese de que a arte, em todas suas manifestações, cria programações textuais plurais, conforme se possam estabelecer relações diferentes entre planos de conteúdo e planos de expressão promovendo equivalências entre categorias dos dois planos. Ocupar-se com a textualização inclui uma reflexão sobre os novos suportes que a tecnologia oferece à arte e ela, em ricochete, devolve novas possibilidades de composição estética. Mesmo os roteiros, os desenhos e ilustrações que acompanham o processo de feitura de uma obra tornam-se produtos autônomos a criarem novas exigências de análise. Assim, trabalhos com o cinema, roteiros, transposições televisivas, composições literárias compartilhadas em multiplataformas, entre outros exemplos, serão o motivo para uma discussão sobre o modo como a semiótica vem trabalhando com os conceitos de intermidialidade e transmidialidade.


Simpósio 3 - Atualidade da semiótica peirceana
                     Current relevance of peircean semiotics
                     La actualidad de la semiótica de Peirce


Marcelo Santos (Faculdade Cásper Líbero)

Priscila Borges (Universidade de Brasília e Universidade Federal de Ouro Preto)

Português/ English /Español


Pesquisadores de variadas áreas do conhecimento ligadas a problemas atuais, da inteligência artificial ao pós-humanismo, da transmídia e dos games à internet das coisas, têm recorrido à semiótica peirceana para estudar objetos com os quais Peirce não teve contato. Isso é possível porque a abordagem peirceana, delineada há mais de cem anos, é um mapa heurístico lógico geral, uma semiótica extremamente abstrata que, combinada a conhecimentos específicos, cresce e se atualiza sem perder a sua precisão. Para explorar esta vivacidade, o simpósio aqui sugerido tem duplo objetivo: 1) avigorar a relevância da semiótica peirceana na contemporaneidade, discutindo sua aplicabilidade à interpretação de fenômenos recentes; 2) debater novos desdobramentos epistemológicos e teóricos desta linha. Assim, são bem-vindos tanto trabalhos de semiótica aplicada quanto aqueles de natureza conceitual.

Researchers from different fields focused on nowadays issues, such as artificial intelligence, posthumanism, transmedia, games and the internet of things, are using Peirce’s semiotics to discuss and analyze objects that Peirce have never known. Developed more than a century ago, Peirce’s semiotics can be used to investigate the current signs because it works as a general logic heuristic map, a deeply abstract theory that combined to specific areas of knowledge grows and actualizes itself, maintaining its accuracy and relevance to contemporary science. In order to explore its vivacity, this symposium has two main goals: 1) strengthen the relevance of Peirce’s semiotics nowadays through discussion about its importance to the interpretation of current phenomena; 2) discuss the epistemological and theoretical development of Peirce’s semiotic. We accept papers on applied semiotics and papers that discuss the concepts of Peirce’s semiotics.

Investigadores de diferentes campos del conocimiento dedicados a los problemas actuales, incluyendo temas como inteligencia artificial, post-humanismo, videojuegos, narrativa transmediática y de la internet de las cosas, han recurrido a la semiótica de Peirce para estudiar objetos con los cuales Peirce no tuve contacto. Esto es posible porque el enfoque de Peirce, desarrollado desde hace más de cien años , es un mapa general lógico heurístico, una teoría semiótica muy abstracta que, combinada con el conocimiento de áreas específicas, crece y se actualiza sin perder su precisión original. Para explorar esta vivacidad, este simposio tiene dos objetivos: 1) fortalecer la relevancia de la semiótica de Peirce en la contemporaneidad, discutiendo su aplicabilidad a la interpretación de los fenómenos recientes; 2) discutir los nuevos desarrollos epistemológicos y teóricos de esta área. Así que son bienvenidos trabajos de semiótica aplicada y trabajos de carácter conceptual.

Simpósio 4 - Campos ampliados: a experiência tradutória de Augusto e Haroldo de Campos

Franklin Alves Dassie (Universidade Federal Fluminense - UFF) 
Português 

“Campos ampliados” irá discutir, em um primeiro momento, a formação e a importância do pai de uma concretista na prática tradutória poética brasileira. Já, num segundo momento, discutir a ampliação do elenco poético com a inclusão de nomes, aparentemente, destoantes da compreensão concretista de poesia. Assim, será possível problematizar, por um lado, a tradução como prática estética e formadora e, por outro lado, a importância e influência – na presença da experiência tradutória de autores próximos aos Campos, como Paulo Leminski, José Paulo Paes, Sebastião Uchoa Leite e outros – que Augusto e Haroldo de Campos tiveram, e ainda têm, no cenário poético brasileiro contemporâneo. 

Simpósio 5 - Discussões e aplicações da semiótica de extração peirceana

Darcilia Simões (UERJ, SELEPROT, EAPLA) 
Claudio Manoel de Carvalho Correia (UFS, SELEPROT) 
Português 

Consideradas as demandas das múltiplas linguagens e códigos que hoje se entrecruzam em função do avanço das novas tecnologias de informação e comunicação (NTIC), cumpre discutir os processos de produção de signos, não só para aperfeiçoar-lhes a criação, mas também para possibilitar a identificação dos valores agregados pelas formas, cores, sons, gênero, posições etc. Portanto, a teoria semiótica de Charles Sanders Peirce, seja como fundamento, seja como metodologia de análise, é a base teórica eleita. O conceito triádico de signo estruturado em representâmen, objeto e interpretante e a tríade ícone, índice e símbolo e respectivas funções, observados na construção dos diferentes processos de semiose, subsidiará a consecução dos objetivos do simpósio que ora propomos, a saber: (1) congregar pesquisadores que se ocupem de projetos que, de alguma forma, dialoguem com a semiótica peirceana; (2) reunir elementos que possam enriquecer a prática pedagógica no âmbito das línguas, literaturas, design, comunicação, música e artes. Por conseguinte, serão objeto desse simpósio a linguagem verbal, não verbal e suas misturas. Serão bem vindos ao grupo relatos de projetos (em andamento ou concluídos) que apliquem ou discutam a proposta teórica de Peirce, promovendo assim sua expansão. A língua oficial do simpósio é o português; todavia, serão aceitas propostas em língua espanhola.  

Simpósio 6 - Dramaturgia: possibilidades sígnicas além do tempo

Marlúcia Mendes da Rocha (Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC) 
Virgínia Maria de Souza Maisano (Faculdade de Tecnologia de São Paulo - FATEC/SP) 
Português 

Estabelecimento de relações entre os signos da dramaturgia contemporânea e as suas origens, possibilitando diálogos dos formatos e gêneros dramatúrgicos, para além das questões de identidade/alteridade como construções derivadas das diferenças das representações sociais, condições necessárias à construção da capacidade de refletir e operar sistemas e séries culturais de significações criativas. A proposta visa discutir os espaços fronteiriços da criação dramatúrgica à luz da Semiótica da Cultura, de Iuri Lótman. 

Simpósio 7 - Enunciação e campo de presença

Norma Discini (Universidade de São Paulo - USP) 
Eliane Soares de Lima (Universidade de Franca - UNIFRAN) 
Português 

A questão da presença do sujeito nos discursos ancora-se em tendências teóricas diversificadas a partir da consideração feita da linguagem como a faculdade humana que se realiza no interior de uma língua e que se firma conforme um princípio de mediação entre o homem e o mundo. Daí decorre o conceito relativo à pessoa que enuncia, cotejada não como um sujeito apriorístico aos enunciados, mas como um produto do discurso. A partir desses postulados, que remontam à tradição linguística, este simpósio pretende reunir pesquisadores interessados em debater a enunciação como um corpo: a) individual, porque é social, ou uno, porque é duplo (BAKHTIN); b) decorrente da relação discurso/ interdiscurso, na medida em que aquele se constitui em função deste (MAINGUENEAU); c) concernente à categoria de pessoa, articulada ao tempo e ao espaço, o que compõe a instância enunciativa (BENVENISTE; FIORIN); d) atualizador de sistemas de avaliações axiológicas, que, no discurso fundam valores ideologizados (GREIMAS; COURTÉS); e) processado conforme oscilações tensivas entre o impacto dos afetos e o tempo-espaço das coisas do mundo (ZILBERBERG); f) apresentado conforme um éthos, que é um estilo apreensível do interior de totalidades discursivas (DISCINI), ou que se vincula a comportamentos e formas de vida (FONTANILLE). Mediante tais parâmetros, do conjunto dos trabalhos a ser apresentados emergirá o conceito de presença nas vizinhanças entre frentes teóricas multiplicadas a partir de um princípio comum, o que robustece a interdisciplinaridade. Par a par com tais reflexões, que viabilizam as fronteiras entre pontos de vista teóricos distintos, porém não excludentes entre si, sobre o enunciador como presença, serão acolhidas análises de modos de presença cravados em distintas esferas de comunicação. Da comparação entre mecanismos de construção de sentido próprios a um discurso e outro, como o literário, o religioso, o jurídico, o midiático – sem que seja interditado o cotejo entre um e outro – deverá confirmar-se a presença enunciativa, trazida à luz conforme ângulos específicos de observação de mundo. A prática analítica, quando privilegiada, favorecerá a descrição do corpo enunciativo, tal qual emerge: entre estilos de gênero e de autor, este nas margens daquele; entre distintas linguagens de manifestação, como a verbal e a visual em sincretismo; entre gestos que contemplam ora a continuidade ora a descontinuidade da percepção; entre restrições semânticas que confirmam a polêmica constitutiva do discurso e de seu sujeito. Se o sujeito como presença, no âmbito da semiótica narrativa e discursiva, está não só em todos os níveis do percurso gerativo, mas também na passagem entre eles; se ainda aí aparece no intervalo entre um texto e outro de uma totalidade, no âmbito da gramática tensiva, está vinculado à percepção, que, como semiose, privilegia o acento do sentido relativo a um olhar quantificado como mais (ou menos) intenso e impactante, no encontro com o mundo; se isso é levado em conta nesse quadro do pensamento, por outro lado, nos projetos teóricos afins com essa semiótica, a noção de um sujeito firmado como presença aparecerá de modo diferenciado, o que favorecerá condições para que a pessoa enunciativa se apresente multifacetada. “O ponto de vista constrói o objeto”, bem sabemos.

Simpósio 8 - Experiências estéticas nas interfaces tecnológicas
                      Experiências estéticas en las interfaces tecnológicas

Maria de Lourdes Rossi Remenche (Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR) 
Adalgisa Aparecida de Oliveira (Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR) 
Português/Español 

Este simpósio se propõe ao diálogo transversal com investigações sobre os regimes de interação, produção e circulação de sentido nas interfaces tecnológicas. Objetiva-se a identificar, nas potencialidades dessas mediações, fenômenos emergentes de práticas partilhadas desencadeadas pelos usos das linguagens da imagem, do som, da informação multimídia, do letramento, da linguística – na arte, na comunicação de massa e mesmo na política; lançando mão de meios tradicionais, ou acionando dispositivos móveis e games - consideradas deflagradoras de experiências estético-cognitivas. Ainda que sejam forjados por um complexo processo que implica um conjunto de construções sociais, sabe-se que os conjuntos tecnológicos, especialmente os conjuntos midiáticos, incidem sobre os modos de percepção e de representação das coisas, das ideias e das experiências de cada momento histórico na sociedade e devem ser considerados como importantes agentes no processo de construção e subjetivação dos sujeitos. Nesse sentido, este simpósio apoia-se na premissa de que as interfaces tecnológicas podem ser legitimadas (também) como lugares favorecedores de experiências, instituídas por uma retórica com qualidades estéticas próprias como formas de intuir a percepção sensível - cognitiva dos sujeitos e instaurar, por conseguinte, regimes de ajustamentos e de produção de sentido de diferentes ordens. Nesses processos interacionais, marcados pela experiência e pela aprendizagem sensível, quanto mais estímulos, mais sensibilidades em jogo; mais potências vinculantes, vibrações e afetividades se estabelecem. Entende-se, nesse contexto, por experiência estética toda percepção que se liberta das significações e dos conceitos de uma compreensão (apenas) racional do mundo para instaurar uma percepção que se constitui pela atuação conjunta e relacional entre o estético e o cognitivo. Martin Seel (1993) denomina de comunicação presentificante a esse modo de articulação do sentido vinculado a uma situação - à presentificação de conteúdos da experiência, necessariamente dependente do contexto em que é gerada - e baseado em um conjunto de significações possí veis compartilhadas (no momento da experiência). Um acontecimento, portanto, que coloca em ato uma relação experimental entre a significação conceitual dos objetos do mundo e a experiência singular dos sujeitos com os objetos do mundo. As práticas, agora, são potencializadas pelas mediações tecnológicas que as constitui: convergências, formas intertextuais, recriações, redes sociais, participações múltiplas em tempo real, entre outras, intensificando o fluxo de informações não-territoriais, quebrando as fronteiras em favor da participação ubíqua, instaurando a não linearidade como estrutura narrativa. Recuperando sobretudo o intelecto humano na medida em que o liberta do pensamento enciclopédico, obsolesce a nulidade participativa do receptor e a unidirecionalidade comunicativa. Os recortes teóricos apoiam-se em estudos interdisciplinares e em diferentes correntes semióticas; de autores como Charles Sanders Peirce, Algirdas J. Greimas, Eric Landoswki, JeanMarie Floch, Jacques Fontanille, Paolo Fabbri, Eliseo Verón, Yuri Lotman, entre outros.

 Este simposio tiene como objetivo el diálogo transversal con investigaciones sobre los sistemas de interacción, la producción y la circulación de sentido en interfaces tecnológicas. Se propone aquí identificar, en el potencial de estas mediaciones, los fenómenos emergentes de prácticas compartidas que son desencadenadas por el uso de los lenguajes de la imagen, el sonido, la información multimedia, la alfabetización, la lingüística - en el arte, en los medios de comunicación y hasta en la política; recurriéndose a los medios tradicionales, o utilizándose dispositivos móviles y juegos - consideradas como deflagradoras de experiencias estéticascognitivas. A pesar de que se forjan mediante un proceso complejo que involucra un conjunto de estructuras sociales, se sabe que los conjuntos tecnológicos, especialmente los grupos de soportes, afectan los modos de percepción y representación de las cosas, las ideas y las experiencias de cada momento histórico en la sociedad y deben ser considerados como importantes agentes en el proceso de la construcción y subjetivación de los sujetos. Por lo tanto, este simposio es compatible con la premisa de que las interfaces tecnológicas pueden ser legitimadas (también) como lugares favorecedores de experimentos, instituidas por una retórica con cualidades estéticas propias como formas de intuir la percepción sensible-cognitiva de los sujetos y establecer, por lo tanto, regímenes de ajustamientos y de producción de sentido de diferentes órdenes. En estos procesos interaccionales, marcados por la experiencia y el aprendizaje sensible, cuanto más estímulos, más sensibilidades en juego; más potencias vinculantes, vibraciones y afectividades se establecen. Se entiende, en este contexto, por experiencia estética toda percepción que se libera de las significaciones y conceptos de una comprensión (únicamente) racional del mundo para establecer una percepción que constituyese por la actuación conjunta y relacional entre el estético y el cognitivo. Martin Seel (1993) llama de comunicación presentificante este modo de articulación de sentido vinculado a una situación – a la presentificación de contenidos de la experiencia, dependiente necesariamente del contexto en que es generado - y basado en un conjunto de posibles significaciones compartidas (en el momento de la experiencia). Es un evento, por lo tanto, que pone en acto una relación experimental entre el significado conceptual de los objetos del mundo y la experiencia única de los sujetos con los objetos del mundo. Las prácticas ahora son potenciadas por las mediaciones tecnológicas que las constituyen: convergencias, formas intertextuales, recreaciones, redes sociales, múltiples participaciones en tiempo real, entre otros, intensificando así el flujo de informaciones no territoriales, eliminando las fronteras en favor de la participación ubicua, instaurando la no linealidad como estructura narrativa, y recuperando sobre todo el intelecto humano en la medida que se lo libera del pensamiento enciclopédico y se obsoleta la nulidad participativa del receptor y la unidireccionalidad comunicativa. Los recortes teóricos se apoyan en estudios interdisciplinares y en diferentes corrientes semióticas, de autors como Charles Sanders Peirce, Algirdas J. Greimas, Eric Landoswki, Jean-Marie Floch, Jacques Fontanille, Paolo Fabbri, Eliseo Verón, Yuri Lotman, entre otros.  

Simpósio 9 - Interação e sentido nas práticas da vida urbana
            Interacción y sentido en las prácticas de vida urbana
            Interaction and meaning in urban life practices
           Interazione e senso nelle pratiche di vita urbana                       
            
Ana Claudia de Oliveira (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP; COS/CPS) 
Paolo Demuru (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE - PósDoc PPGCOM) 
Simone Bueno da Silva (Centro de Pesquisas Sociossemióticas - CPS - PUC/SP) 

Português/ Español/English/Italiano 

O Simpósio abre-se para os estudos das práticas de vida nas urbes contemporâneas centrando-se na interação como procedimento de apreensão e de construção do sentido. Cidade e habitantes são sujeitos interagentes analisados nas narrativas de experiências vividas, que são diferenciadas das narrativas que são mostradas nas mídias. Nesta perspectiva, a ênfase será dada às dinâmicas de produção de sentido, que vão do prescritivo ao aleatório, do "fazer fazer” ao "fazer sentir”, explorando os mecanismos de enunciação. No exame da visibilidade e da invisibilidade das práticas de vida urbana que circulam nas várias mídias, objetiva-se refletir sobre a multiplicidade de práticas de consumo que atravessam a existência do citadino e configuram os seus modos de presença. A partir desses pontos, o propósito é tratar as manifestações como textualidades, os processos identitários delineadores de estilos individuais e coletivos, os mecanismos de pertencimento, redes de vínculos e de sociabilidade com os fundamentos da teoria semiótica de A. J. Greimas, os desdobramentos da sociossemiótica de E. Landowski e da semiótica plástica de J.M. Floch, que abrem perspectivas epistemológicas e metodológicas nas problematizações dos usos e práticas de vida nas cidades.

El Simposio se propone a estudiar las prácticas de vida en las urbes contemporáneas, centrándose en la interacción como procedimiento de aprehensión y de construcción de sentido. Ciudad y habitantes son sujetos interactuantes analizados en las narrativas de experiencias vividas, que son distintas de las narrativas que se muestran en las mídias. En esta perspectiva, la énfasis será puesta en las dinámicas de producción de sentido, que van desde el prescriptivo al aleatorio, del “hacer hacer” al “hacer sentir”, explorando los mecanismos de enunciación. En el examen de la visibilidad y de la invisibilidad de las prácticas de vida urbana que circula en las variadas mídias, se busca reflexionar acerca de la multiplicidad de prácticas de consumo que atraviesan la existencia del citadino y configuran sus modos de presencia. A partir de eses puntos, el propósito es tratar las manifestaciones como textualidades, los procesos identitarios delineadores de estilos individuales y colectivos, los mecanismos de pertenencia, redes de vínculos y de sociabilidad, bajo los fundamentos de la teoría semiótica de A. J. Greimas, los desdoblamientos de la sociosemiótica de E. Landowski y de la semiótica plástica de J. M. Floch, que abren perspectivas epistemológicas y metodológicas en las problematizaciones de los usos y prácticas de vida en las ciudades.

The symposium is opened to the studies of contemporaneous urban practices, centered on the interaction as the procedure to apprehend and construct meaning. City and citizens are the interacting subjects analyzed in the narratives of living experiences, which are different from the ones shown in the medias. In this perspective, the emphasis will be given to the dynamics of production of meaning, which go from the prescriptive to the random, from “make do” to “make feel”, exploring mechanisms of enunciation. In the exams of visibility and invisibility from urban life practices, which circulate in the various medias, it intends to ponder on the multiplicity of consumption practices, which cross the citizen’s existence and configure its ways of presence. Through this perspectives, the purpose here is to treat the manifestations as textualities, as well as the identity processes constructors of individual and collective styles, the belonging mechanisms, the networks of bonds and sociability following the principles of A. J. Greimas semiotic theory, the unfolding of the theory developed by E. Landowski’s social semiotics and J. M. Floch’s plastic semiotics, which disclosure the epistemological and methodological perspectives on the understanding of uses and practices of living in the cities.

Il simposio intende aprirsi allo studio delle pratiche di vita nelle città contemporanee, concentrandosi, in particolare, sull’interazione intesa in quanto procedimento di prensione e costruzione del senso. A questo riguardo, città e abitanti verranno considerati come soggetti in interazione, venendo analizzati sulla base delle narrazioni delle esperienze di vita vissuta, diverse dalle narrazioni mostrate sui media. In quest’ottica, l’enfasi ricadrà sulle dinamiche di produzione di senso, che inglobano modalità che vanno dalla prescrizione all’aleatorietà, dal “far-fare” al “far-sentire”, e sull’esplorazione dei meccanismi di enunciazione. Non solo. Analizzando la visibilità e l’invisibilità delle pratiche di vita urbana che circolano sui vari media, si propone di riflettere, al contempo, sulla molteplicità delle pratiche di consumo che percorrono l’esistenza del cittadino, configurandone i modi di presenza. A partire da questi primi punti, l’obiettivo è trattare le manifestazioni come testualità, come processi identitari che delineano stili individuali e collettivi, meccanismi di appartenenza, reti di vincoli e di socialità. A tal fine, si è scelto di imperniare il lavoro sui i principi della teoria semiotica di A. J. Greimas, degli sviluppi della sociosemiotica di Eric Landowski e della Semiotica Plastica di J. M. Floch, che aprono prospettive epistemologiche e metodologiche per la problematizzazione degli usi e delle pratiche di vita nelle città. 


Simpósio 10 - La dimension culturelle du portrait photographique

Anne Beyaert-Geslin (Bordeaux - Montaigne, França) 
Français 

Dans Sur la photographie (1977 [1983]), Sontag observe que les Chinois proscrivent l’instantané et photographient les personnes de front, en totalité, en les plaçant au centre de l’image et sous une lumière uniforme. Dans leur étude du portrait photographique, Shairi et Fontanille (2001), évoquent un regard pudique typique de la culture iranienne. Nous rappelant que la sémiotique doit limiter son exercice à « une société donnée », de telles propositions laissent penser que les prescriptions des formes de vie (Fontanille 2008 et 2015) devancent nécessairement celles des supports et des pratiques photographiques. Elles révèlent en outre les limites des catégories traditionnellement utilisées pour la description des portraits et la labilité des axiologies face/profil (Schapiro 2000 [1973]). La sémiotique de la culture invite à porter l’attention sur cette dimension du portrait qui résistait à l’analyse pour saisir les différents modes d’être à l’autre. Si les regard iranien et japonais se laissent tous deux décrire, en première approximation, comme des regards débrayés, ils réfèrent pourtant à des contenus et des formes de vie spécifiques impliquant le religieux ou le séculier, l’espace privé ou public, etc. C’est cette intimité de la culture que nous souhaitons saisir au travers de configurations textuelles typiques. La description de cette dimension culturelle s’effectue nécessairement au travers d’une comparaison qui peut être faite en synchronique pour distinguer les modes d’être occidentaux ou orientaux, septentrionaux ou méridionaux, etc, mais également en diachronie pour différencier les textualités des supports photographiques d’hier et d’aujourd’hui. La multiplication exponentielle des portraits diffusés par l’internet, soft data eux aussi affectés par les trois « v » des big data (variété, vitesse, volume), permet en effet de vérifier cette diversité culturelle mais aussi l’avènement d’un « portrait globalisé ». Les nouveaux portraits photographiques, et avant tout le selfie, n’estompent-ils pas ces différences culturelles en imposant une façon d’être seulement déterminée par la pratique et son support ? Dans cette session ouverte à l’interdisciplinarité et à la rencontre, on s’efforcera de restituer la dimension culturelle du portrait photographique au travers d’études synchroniques et diachroniques qui nous amèneront, sinon à nous mieux comprendre les uns les autres, du moins à prendre les outils du sémioticien pour essayer de vaincre cette résistance du visage de l’autre. Cette étude de la dimension culturelle du portrait doit aussi, par la comparaison de photographies anciennes et nouvelles, permettre de décrire les prescriptions qui relèvent des pratiques et supports eux-mêmes. 

Simpósio 11 - Le geste enonciatif dans les pratiques numeriques

Pierluigi Basso Fossali (Université Lumière Lyon 2)
 Maria Giulia Dondero (FNRS/Université de Liège) 
Jean Cristtus Portela (Universiade Estadual Paulista - Unesp) 
Français 

Notre symposium aborde la question du geste énonciatif en rapport avec la culture numérique de l’information et de l’art, dans tous ses déploiements éthiques et esthétiques, et vise à rendre compte de la complexité sémiotique des rapports entre signification, corporalité et nouvelles technologies. La gestion des informations est de plus en plus numérisée et automatisée, ce qui a provoqué une « invisibilisation » du traitement de la culture et du pouvoir – invisibilisation qui est d’ailleurs une des pierres angulaires de la théorie du postmodernisme (Lyotard, La Condition Postmoderne, 1979 ; Jameson, The Geopolitical Aesthetic, 1992). Dans le domaine artistique également, on reconnaît la possibilité de construire des dispositifs informatiques capables de générer des produits à soumettre, sans aucune médiation, à l’appréciation esthétique. Toujours dans le monde de l’art, on assiste à des conduites opposées : d’un côté, des matériaux préexistants sont mis en variation au moyen de « logiciels de rendu », de l’autre, des fractales présentes dans la nature, qui semblent exemplifier des formes d’organisation diagrammatique, sont classées sous la catégorie concessive de la beauté. Nous pourrions ainsi affirmer que notre domination sur la forme en termes de création et de sélection semble être fortement compromise et notre goût devancé par des algorithmes qui ont déjà calculé la cohérence de nos choix (Cardon, À quoi rêvent les algorithmes, 2015) . Nos énonciations entrent progressivement dans un cadre d’actualisations de sélections paradigmatiques et des potentialisations de modèles qui maitrisent la créativité. Au sein de cet environnement contrôlé, il existe de plus en plus des gestes de rupture. Ces gestes visent à nier les rails de la productivité et du traitement de l’information par l’ostension de signes primitifs, d’amas de matière, et de tout ce que l’on pourrait nommer l’« intraitable ». Une multitude de gestes traversent le numérique afin de dramatiser l’intervention sur l’ordinateur sans nécessairement supprimer ses fonctions automatisées de guide, de suggestion et d’élaboration. Nous assistons notamment à une multitude de tentatives de réinscription des traces d’implication corporelle ou d’effort cognitif et émotif sur les pratiques assistées par l’ordinateur. Dans une scène fortement équipée par des dispositifs électroniques et numériques, le geste doit revêtir la responsabilité (réelle ou simulée) de gérer le cadre entier des variables sémiotiques, à l’instar d’un chef d’orchestre qui affiche le contrôle sur tous les instrument(iste)s. L’étude du langage gestuel a été liée au comparatisme interculturel ; aujourd’hui la transformation des supports et les nouveaux médias semblent suggérer la possibilité d’analyser une gestualité globalisée qui est de plus en plus formatée par les dispositifs technologiques. Dans notre symposium, nous souhaitons étudier cette multitude de gestes contradictoires et complexes d’un point de vue perceptif, énonciatif, figuratif, narratif et éthique. Une des questions que nous privilégierons est la relation entre corporalité et nouvelles technologies et notamment l’intégration des dispositifs dans des prothèses, où le corps « augmenté » a l’impression de maîtriser ses actes tout en traversant les filtres technologiques. Cela ouvre une nouvelle enquête pour la sémiotique car la toute-puissance de la prothèse doit rapidement rattraper un système d’inéquivalences sémantiques, pour pallier au risque que la disponibilité des fonctions ne se transforme en une sensation de non-sens, voire de vertige. Pour notre symposium, nous attendons des propositions sur le geste énonciatif comme tentative de maîtrise d’un dispositif hybride, humain et non-humain, qui s’ouvre à un total renouvellement des pratiques culturelles actuelles. Pour bien comprendre la complexité de cette ouverture, il nous faudra analyser l’« état de santé » de la gestualité interactionnelle (quasi-linguistique, co-verbale, synchronisatrice, auto-adaptative) suite à l’impact des objets auxquels nous avons délégué l’exécution de nos procédures dans toutes les manifestations langagières du numérique. 

Simpósio 12 - Manifestações e protestos sociais: discursos e práticas em abordagem
                        semiótica
Alexandre Marcelo Bueno (PUC-SP) 
Oriana de Nadai Funaleti (UFPA) 
Português 

O ato de manifestar-se coletiva e publicamente, expressando determinadas opiniões e protestando contra outras consiste em uma prática social bastante antiga. As configurações das manifestações variam de acordo com o momento histórico, sofrendo desgastes e reformulações. Nesse sentido, o ano de 2010, com a Primavera Árabe, representa um marco na inauguração de novas práticas de manifestação, trazendo modificações no formato que predominava até então, o qual passava por um processo de dessemantização com o desgaste dos grupos sociais e trabalhistas e da repetição de determinadas práticas e temas. Algumas das razões para a reformulação e o (re)fortalecimento desse fenômeno foram o uso das redes digitais, a presença de novas táticas de mobilização no espaço urbano e pautas que ultrapassam temas comumente associados a determinados grupos sociais, as quais passaram a competir com outros pela visibilidade na rua. No Brasil, são as Jornadas de Junho, em 2013, as manifestações que ganham destaque nos meios de comunicação, sobretudo por trazerem elementos dessa nova configuração de mobilizações. Ainda não completamente explicadas, por serem recentes e apresentarem um novo funcionamento, as manifestações contemporâneas podem ser melhor compreendidas a partir da análise de seus discursos, os quais se mostram heterogêneos e polifônicos: de um lado, pelas diferentes razões e paixões que levam milhares de pessoas às ruas, e, por outro lado, pela multiplicidade de vozes, por vezes contraditórias, que revelam distintos posicionamentos ideológicos e políticos por meio de discursos variados. O objetivo deste simpósio é acolher propostas de trabalhos que visam a analisar os fenômenos dos protestos sociais e das manifestações, sejam contemporâneos sejam historicamente estabelecidos. Espera-se, assim, formar um conjunto de trabalhos que se interessem em abordar a dimensão sensível e inteligível das novas formas de manifestações políticas, assim como a diversidade de temas, práticas, interações, valores e discursos sobre manifestações em perspectivas distintas das semióticas atuantes não apenas no Brasil, mas em diferentes países. 

Simpósio 13 - Materialidades da comunicação: ritmos, adaptação, intermidialidade
                       Materialidades de la Comunicación: ritmos, adaptación, intermedialidad 
                      Materialités de la Communication: rythme, adaptation, intermedialité 
                     Materialities of Communication: rhythm, Adaptation, Intermediality  

Alex Sandro Martoni (UFF) 
Português/ Español/ Français/ English

 Este Simpósio Temático tem por objetivo se constituir como um espaço de reflexão e discussão sobre o papel desempenhado pela dimensão material dos meios comunicacionais no processo de construção de sentidos. As materialidades da comunicação se efetivam como um campo interdisciplinar de estudos ao longo dos anos oitenta, quando, sob o influxo do desenvolvimento das tecnologias digitais, da portabilidade dos dispositivos técnicos e da proliferação dos meios de comunicação de massa, há uma profunda transformação no modo como as informações são registradas, processadas e transmitidas. Dentro dessa perspectiva, questões concernentes à tipografia (Johanna Drucker); ao ritmo (Hans Ulrich Gumbrecht); à voz (Paul Zumthor); à editoração do livro (Roger Chartier); à construção do saber (Jean-François Lyotard) e às implicações epistemológicas dos diferentes sistemas de registro de informações (Friedrich Kittler; Vilém Flusser) foram incorporadas como fenômenos a serem observados por um espectro bem amplo de disciplinas, como a Teoria da Literatura, a Estética, a Antropologia, a Sociologia, a História da Arte e os Estudos de Cinema. No que diz respeito ao seu diálogo com a Linguística, particularmente com a Semiótica, a consideração da dimensão material da comunicação influiu tanto no surgimento do campo da intermidialidade, que amplia o espectro de atuação dos estudos interartes e da tradução intersemiótica; quanto na exigência de um reexame do modo como concebemos algumas categorias fundamentais das Ciências da Linguagem, tais como como comunicação, sentido, ritmo, tradução e adaptação. A consideração desses novos paradigmas em face dos inúmeros dispositivos técnicos que se renovam e criam, diuturnamente, novos modos de agenciamento da percepção nos convoca a pensar: como diferentes suportes influem sobre o conteúdo semântico da própria informação que transportam? De que modo, numa visada histórica, as condições materiais e intelectuais de produção de informação revelam como as próprias infraestruturas técnicas que possibilitam nosso discurso se inscrevem sobre a nossa consciência? Como, sob o ponto de vista da tradução, da adaptação e da intermidialidade, diferentes materialidades configuram experiências estéticas de naturezas distintas? É dentro dessa perspectiva que este Simpósio Temático pretende acolher as propostas que tenham como objetivo pensar, seja no campo puramente teórico ou através de um exercício analítico, as complexas e matizadas relações entre a dimensão semântica e as materialidades dos meios comunicacionais, tais como as imbricações entre palavra e voz; poesia e ritmo; literatura e escrita; canção e acústica; imagem e tecnologia.

 Este Simposito Temático tiene por objetivo constituirse en un espacio de reflexión y discusión sobre el papel desempeñado por la dimensión material de los medios comunicacionales en el proceso de construcción de sentidos. Las materialidades de la comunicación se hacen efectivas como un campo interdisciplinar de estudios a lo largo de los años ochenta, cuando, bajo el influjo del desarrollo de las tecnologías digitales, de la portabilidad de los dispositivos técnicos y de la proliferación de los medios e comunicación de masa, hay una profunda transformación en el modo en que las informaciones so registradas, procesadas y transmitidas. Dentro de esta perspectiva, cuestiones que conciernen a la tipografía (Johanna Drucker); al ritmo (Hans Ulrich Gumbrecht); a la voz (Paul Zumthor); a los procesos de edición del libro (Roger Chartier); a la construcción del saber (Jean François Lyotard) y a las implicaciones epistemológicas de los diferentes sistemas de registro de informaciones (Friedrich Kittler, Vilém Flusser) fueron incorporados como fenómenos a ser observados por un espectro muy amplio de disciplinas, como la Teoría de la Literatura, la Estética,, la Antropología, la Sociología, la Historia del Arte y los Estudios de Cine. En relación a su diálogo con la Lingüística, particularmente con la Semiótica, la consideración de la dimensión material de la comunicación influyó tanto en el surgimiento del campo de la intermedialidad, que amplía el espectro de actuación de los estudios en inter-artes y de la traducción semiótica; cuanto en la exigencia de un re-examen del modo en que concebimos algunas categorías fundamentales de las Ciencias del Lenguaje, tales como comunicación, sentido, ritmo, traducción y adaptación. La consideración de esos nuevos paradigmas de cara a los inúmeros dispositivos técnicos que se renuevan y crean, diariamente, nuevos modos de agenciamiento de la percepción, nos convoca a pensar cómo diferentes soportes influyen sobre el contenido semántico de la propia información que transportan; de qué modo, en una mirada histórica, las condiciones materiales e intelectuales de producción de información revelan cómo las propias infraestructuras técnicas que posibilitan nuestro discurso se inscriben en nuestra conciencia; cómo bajo el punto de vista de la traducción, de la adaptación y de la intermedialidad, diferentes materialidades configuran experiencias estéticas de naturalezas distintas. Es dentro de esta perspectiva que este Simposio Temático pretende recibir propuestas que tengan como objetivo pensar, sea en el campo puramente teórico o a través de un ejercicio analítico, las complejas y matizadas relaciones entre la dimensión semántica y las materialidades de los medios comunicacionales, tales como las imbricaciones entre palabra y voz; poesía y ritmo; literatura y escritura; canción y acústica; imagen y tecnología.

 Ce Symposium Thématique a le but de se constituer comme un espace de réflexion et discussion sur le rôle joué pour la dimension materielle des médias dans le processus de construction de sens. Les materialités de la communication s’actualisent comme un domaine interdisciplinaire d’études au cours des années quatre-vingt, quand, sous l’influence du déroulement des technologies digitales, de la portabilité des dispositifs techniques et de la prolifération des médias, il y a une profonde transformation dans le mode comme les informations sont registrées, processées et transmises. Dans cette perspective, des questions concernant à typographie (Johanna Drucker), au rythme (Hans Ulrich Gumbrecht), à la voix (Paul Zumthor), à la materialité des livres (Roger Chartier), à la construction du savoir (Jean-François Lyotard) et aux implications épistémologiques des différents systèmes d’enregistrement d’informations (Friedrich Kittler; Vilém Flusser) ont été incorporés comme phénoménes à observer par un très large spectre de disciplines, comme la Theorie Littéraire, l’Esthétique, l’Antropologie, la Sociologie, l’Histoire de l’Art et les Études Cinematographiques. En ce qui concerne à son dialogue avec la Linguistique, particulièrment avec la Sémiotique, la considération de la dimension materielle de la communication a influencé à la fois l’émergence du champ de l’intermedialité, qui élargit le spectre d’activité des études interarts et de la traduction intersémiotique; comme l’exigence d’un examen de la façon dont nous concevons certaines catégories clés des Sciences du Language, telles que: communication, sens, rythme, traduction et adaptation. La considération de ces nouveaux paradigmes en face des nombreaux dispositifs techniques qui se renouvelent et créent de nouveuaux modes d’agencement de la perception nous appelle à reflechir: comment différents supports influent sur le contenu sémantique de la propre information qu’ils porte? Comment, dans une perspective historique, les conditions intellectuelles et matérielles de l’information révèlent leur propres infrastructures techniques et comment elle affecte notre conscience? Comment, a partir du point de vu de la traduction, l’adaptation et l’intermédialité, différentes matérialités constituent des expériences esthetiques de différents natures? Il est dans cette perspective que ce Symposium Thématique vise à accueillir les propositions qui visent à penser, soit dans le domaine purement théorique, soit par un exercise d’analyse, les relations complexes et nuancées entre la dimension sémantique et la matérialité des moyens de communications tels que les intéractions entre parole et voix; poésie et rythme; littérature et écriture; chanson et acoustique; image et technologie.

 This Thematic Symposium aims at establishing itself as a place for reflection and discussion on the role of the material dimension of the means of communication in the process of meaning construction. The materialities of communication have become effective as an interdisciplinary field of studies over the eighties, when, under the influence of the development of digital technologies, the portability of the technical devices and the proliferation of the mass media, there is a profound transformation in the way how information is recorded, processed and transmitted. Within this perspective, questions concerning typography (Johanna Drucker); rhythm (Hans Ulrich Gumbrecht); voice (Paul Zumthor); publishing of the book (Roger Chartier); construction of knowledge (Jean-François Lyotard) and epistemological implications of different notation systems (Friedrich Kittler, Vilém Flusser) were incorporated as phenomena to be observed for a very broad spectrum of disciplines, such as Theory of Literature, Aesthetics, Anthropology, Sociology, History of Art and Film Studies. In regard to its dialogue with Linguistics, particularly with Semiotics, thinking the material dimension of communication influenced both the emergence of the field of the intermediality, which broadens the spectrum of activity of interart studies and intersemiotic translation, and required a revision on how we conceive of some key categories of Language Sciences, such as communication, meaning, rhythm, translation, and adaptation. Considering these new paradigms in the face of the many technical devices that renew and create new modes of perception invites us to think on the following questions: what is the impact of the different medias on the semantic content of the information? How, in a historical perspective, the intellectual and material conditions of information production reveal the impact of technical infrastructures on our consciousness? How, from the point of view of translation, adaptation and intermediality, different materialities constitute aesthetic experiences of different natures? It is within this perspective that this thematic symposium welcomes proposals that aim to think, in a purely theoretical field or through an analytical exercise, the complex and nuanced relationships between the semantic dimension and the materiality of the means of communication such as the relationship between word and voice; poetry and rhythm; literature and writing; song and acoustic; image and technology.

Simpósio 14 - Metáfora e discurso

Solange Vereza (Universidade Federal Fluminense - UFF) 
Lucienne Espíndola (Universidade Federal da Paraíba - UFPB) 
Português 

Este simpósio tem como foco as tendências mais recentes nos estudos da metáfora, a partir da introdução do paradigma cognitivista-experiencialista, que ancora a Teoria da Metáfora Conceptual (TMC). Nas duas primeiras décadas após a publicação de Metaphors we Live by (LAKOFF &JOHNSON, 1980), obra que lançou os fundamentos teórico-analíticos da TMC, as pesquisas na área passaram a abordar a metáfora linguística como instanciação e, ao mesmo tempo, evidência material de metáforas conceptuais subjacentes. Revelar e analisar essas metáforas, a partir de suas marcas na linguagem, passou a ser o objetivo principal de grande parte da pesquisa em metáfora. A questão da universalidade (dimensão sensório-motora; GRADY, 1997) e do papel do contexto cultural (KOVECSES, 2005) nas metáforas conceptuais também norteava os estudos dentro dessa linha de pesquisa, mas o foco recaia, primordialmente, na metáfora no âmbito do pensamento. Mais recentemente, no entanto, a metáfora na linguagem em uso passou a receber atenção significativa por parte de muitos pesquisadores, como uma reação a algumas críticas levantadas à TMC, entre elas: a) a inadequação analítica do uso de exemplos “inventados” (sem base em corpora autênticos) para se corroborar metáforas conceptuais propostas como hipóteses; b) a negligência a aspectos discursivos (como gênero e argumentatividade), que exerceriam claros efeitos na produção do sentido metafórico e c) a questão da multimodalidade da expressão metafórica (incluindo gestos), não considerada pelos teóricos mais ortodoxos da TMC como sendo um fator epistemologicamente relevante. Nessa perspectiva, este simpósio pretende reunir pesquisas que se alinhem a estas novas tendências que, de um modo geral, visam a articulação entre cognição e discurso na linguagem metafórica em uso. Sendo assim, aspectos relativos à cognição online (VEREZA, 2013), no funcionamento discursivo, são considerados em sua relação com aspectos da cognição mais estável, como frames (FILLMORE, 2012), modelos cognitivos idealizados e metáforas conceptuais (LAKOFF, 1987). Dentro dessa linha, possíveis objetos de investigação seriam: metáfora e argumentação, metáfora e ideologia, metáfora e referenciação, metáfora e deliberalidade, metáfora e gênero discursivo, metáforas multimodais e metáfora e gesto.

Simpósio 15 - O aspecto visual na tradução/adaptação: possibilidades representativas

John Milton (Universidade de São Paulo - USP) 
Nilce Pereira (Universidade Estadual Paulista – UNESP 
Português 

A observação da imagem em sua associação com o texto, escrito ou não-escrito, está cada vez mais presente nos estudos da tradução. No que se refere à imagem estática, por exemplo, as abordagens tradutológicas de gêneros como livros ilustrados, livros infantis, histórias em quadrinhos, graphic novels, propaganda impressa ampliaram o escopo de sua consideração da mútua influência das duas linguagens nesses formatos para incluir aspectos como as capas, os públicos a que são destinados, o marketing, o que confere à imagem outras funções além de sua usual condição de paratexto. Não que as dimensões gráfica e tipográfica desses tipos de publicação tenham sido negligenciadas na construção significativa da obra, haja vista a indissociabilidade do aspecto visual na consideração da poesia concreta, por exemplo. E em termos da imagem em moção, peças de teatro, filmes, ballets, videogames, séries de televisão, telenovelas são, em muitos casos representações, traduções ou adaptações de romances, ou outras peças de teatro e filmes. Vista pelo prisma dos estudos da tradução/adaptação, no entanto, a própria imagem pode ser examinada como forma de tradução, quer seja ou não acompanhada de um texto, e podendo envolver as imagens de acontecimentos históricos ― como exemplificado pelas iluminuras medievais e pela pintura histórica ― e, ainda, por artes que traduzem outras artes. Com essas noções em mente, este simpósio examina o conceito da representação enquanto tradução, recebendo trabalhos que tratam esse conceito nas áreas mencionadas acima, ou em outras. Desse modo, seguindo a proposta de Maria Tymoczko em Enlarging Translation, Empowering Translators (2007) o simpósio estende os conceitos dos estudos da tradução/adaptação para incluir a representação.

Simpósio 16 - Produção televisual: ensaios de cunho teórico, metodológico e/ou analítico
                        Production télévisuele: des essais théoriques, méthodoligiques et/ou analytiques

Elizabeth Bastos Duarte (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM)
Maria Lília Dias de Castro (Universidade Federal de Santa Maria - UFSM) 
Português/ Français 

O simpósio Produção televisual: ensaios de cunho teórico, metodológico e/ou analítico propõe-se a reunir, independente da vertente teórica adotada, investigações de natureza semiótica, direcionadas especificamente ao exame da produção televisual. Abre assim espaço para apresentação de trabalhos tanto de cunho teórico e metodológico, como para aqueles de caráter aplicativo sob a forma de práticas analíticas. As razões que justificam a proposição deste simpósio devemse à complexidade estrutural manifesta pelos textos televisuais e ao consequente desafio representado pela realização de análises adequadas aos objetivos das pesquisas e coerentes com os princípios teóricos por elas defendidos, o que passa pela solução de impasses e realização das articulações teóricas necessárias, pela deliberação sobre a abrangência do estudo e os níveis de pertinência por ele subsumidos, pela definição e detalhamento dos procedimentos descritivos a serem adotados em cada nível de análise. Le symposium Production télévisuelle: des essais théoriques, méthodoligiques et/ou analytiques se proposent à réunir, independament de la ligne théorique adoptée, des recherches sémiotiques directionées spécifiquement à l´examen de la production télévisuelle.Il ouvre ainsi un espace pour la présentation des travaux tant théoriques et méthodologiques, comme pour ceux de caracter applicatif sous la forme de pratiques analytiques. Les raisons qui justifient la proposition de ce symposium sont dués à la complexité structurelle manifestée par les textes télévisuels et au conséquant défi représenté par la réalization d´analyses adéquates aux objectifs des recherches et coherantes avec les principes théoriques par elles soutenus, ce qui passe par la réalization des articulations théoriques nécéssaires, par l’établissement de les niveaux de pertinence et par la définicion et détaillement des procedures descriptifes qui doivent être adoptés à chaque niveau d´analyse.

Simpósio 17 - Quadrinhos e narrativas gráficas, em perspectiva semiótica
Benjamim Picado (Universidade Federal Fluminense UFF) 
Português 

O universo das narrativas gráficas constitui-se como importante centro de emanação de variados problemas relativos ao caráter narrativamente constituído do sentido e da significação, em suas variáveis semióticas e estéticas: em seu aspecto de significação narrativa, os quadrinhos aportam uma outra maneira de vislumbrar determinados preceitos através dos quais diferentes tradições da narratologia têm tentado especificar o objeto mais próprio de suas interrogações, para além dos critérios de ligação com uma suposta ontologia do “literário”; neste contexto, há como pensarmos em problemas como o das “isotopias” discursivas da narratividade, através dos regimes seqüenciais da arte dos quadrinhos, desde suas figurações mais canônicas (como a das tirinhas diárias e sua “mecânica narrativa” inerente), até as formulações que expandem para além de uma ordem sensóriomotora o princípio da “solidariedade icônica” que constitui a matriz da significação quadrinística. No plano mais ligado a ativação sensíveldos efeitos de significação e de discurso nos quadrinhos, franqueiam-se os empregos de noções do campo semiótico, em suas diversas extrações, todas trabalhando os princípios pelos quais o enlace físico que caracteriza a composição pictórica e gráfica dos segmentos de histórias (ou obras tomadas em sua inteireza) pode ser explanado e analisado em função de categorias como as da “tensividade”, da “aspectualidade”, da “plasticidade”, da “generatividade”, sem deixarem-se reduzir umas às outras. Por outro lado, no âmbito mais “pragmático” da exploração da estesia quadrinística, há muito o que fazer no sentido de firmar para a análise semiótica dos quadrinhos aquilo que coloca em jogo os padrões interacionais da leitura contínua, no modo como podemos vê-la prefigurada na dimensão sintagmática de sua construção vetorial, disposta na superfície da página impressa: nesse particular, podemos fazer render noções como as de “tensão narrativa”, “horizontes de experctativa”, “instruções de leitura”, que constituem o tesouro de vertentes semióticas mais associadas ao pragmatismo e à pragmática do discurso. Esta temática de simpósio acolhe propostas de todos os interessados na abordagem semiótica da análise e crítica sobre os quadrinhos, sem distinção quanto a perspectivas teóricas de abordagem, assim como reconhecendo a variedade dos materiais empíricos implicados nessa discussão.

Simpósio 18 - Questões filosóficas na Semiótica de Peirce
                        Philosophical Issues of  Charles Peirce’s Semiotics
                       Las cuestiones filosóficas en la semiótica de Peirc

Roberto Chiachiri (Faculdade Cásper Líbero e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP) 
Juliana Rocha Franco (pós-doutoranda na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP)
Português English Español 

A Semiótica é uma das disciplinas que compõe a complexa arquitetura filosófica de Charles Sanders Peirce. Em seu quadro geral das ciências, Peirce situou cada disciplina em uma complexa rede de inter-relações com as demais. A redução da semiótica peirceana a uma mera ferramenta para estudos aplicados dos signos tem resultado em uma negação do significado teórico da semiótica, bem como uma compreensão estática do signo e do processo de semiose. A proposta do simpósio é ultrapassar uma visão reduzida da Semiótica e enfatizar a filosofia peirceana como um mapa lógico que possibilita pensar e compreender os processos, fenômenos, situações e conjunturas do universo sígnico de maneira complexa. Dessa forma, o simpósio visa as fundações filosóficas nas quais estão enraizadas a Semiótica peirceana. Temas como: Causalidade, Sinequismo, Lógica, Ontologia, Realismo, Diagramas, Pragmatismo, Realismo Especulativo, Estética, dentre outros, serão bem-vindos no intento de: 1) Compreender a Semiótica a partir da arquitetura filosófica de Peirce; 2) Propor uma abordagem processual a da Semiótica, para além de classificações estáticas; 3) Relacionar e situar a Semiótica em relação à problemas e abordagens filosóficas.

Semiotics is one of the disciplines of Charles Sanders Peirce elaborated philosophical architecture. Peirce placed each discipline in a complex interrelational network of the General Classification of the Sciences. The reduction of Peirce's semiotics to a mere tool for the studies of signs, without considering its philosophical architecture, has resulted in a negligence of the theoretical significance of semiotics, as well as a static understanding of the sign and the semiotic process. The purpose of the symposium is going beyond a reduced point of view of semiotics and emphasizing Peirce's philosophy as a logical map that enables the understanding of the sign and the semiotic process complexity. Thus, the symposium aims the philosophical foundations on which are established peircean Semiotics. Topics such as: Causality, Synechism, Logic, Ontology, Realism, Diagrams, Pragmatism, Speculative Realism, Aesthetics, among others, will be welcome in order to: 1) Understand the Semiotics from the philosophical architecture of Peirce; 2) Propose a procedural approach of semiotics, in opposition to static classifications; 3) Relate and situate Semiotics in respect of problems and philosophical approaches.

La semiótica es una de las disciplinas que conforman la compleja arquitectura filosófica de Peirce. En su visión general de las ciencias, Peirce organizó cada disciplina en una compleja red de interrelaciones una con las otras. La reducción de la semiótica de Peirce a una mera herramienta para estudios aplicados de signos, ha resultado en una negación de la importancia teórica de la semiótica, así como una comprensión estática del signo y del proceso semiótico. El propósito de este simposio es superar una visión reducida de la semiótica y enfatizar la filosofía de Peirce como un mapa lógico que permite pensar y entender los procesos, fenómenos, situaciones y coyunturas del signo de una manera compleja. Por lo tanto , el simposio es destinado a la discusión de las bases filosóficas que subyacen la semiótica de Peirce. Temas tales como: causalidad, sinequismo, Lógica, Ontología, realismo, diagramas, pragmatismo, realismo especulativo, estética, entre otros , serán bienvenidos en un intento de: 1) Comprender la Semiótica a partir de la arquitectura filosófica de Charles Sanders Peirce; 2) Proponer un enfoque procesal de la semiótica , además de las clasificaciones estáticas; 3) Abordar y localizar la Semiótica en relación a los problemas y enfoques filosóficos.  

Simpósio 19 - Semiose e travessias na arte (crítica de arte, história da arte e curadoria) 

Elaine Caramella (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP) 
Sandra Mraz (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP) 
Português 

Este simpósio tem como objetivo o diálogo com um grupo maior a respeito da semiose como conceito de relação entre 3 sujeitos, o signo, o objeto e o interpretante, num processo permanente e imprevisível de travessias e ruptura de fronteiras, construindo um outro modo de pensar, ver, conhecer, criar, em História da Arte, Crítica e Curadoria de Arte, no contexto da arte contemporânea. Como se trata de continuidade e de estudos realizados na área por um grupo de pesquisa cadastrado no CNPq – História da Arte, Crítica e Curadoria –, temos vários resultados das pesquisas, entre elas a criação do Curso de Graduação e da Pós Graduação lato sensu em Arte: História, Crítica e Curadoria, artigos e livros. Não objetivamos o estudo da Semiótica como classificação sígnica, mas como ação de percepção e cognição tendo em vista temáticas conceituais tais como memória, história, arte e estética, travessias, linguagens e ruptura de gêneros na produção artística, na crítica e curadoria de arte. A proposta pretende estabelecer diálogos e construir redes cognitivas diversas entre a Arte e Filosofia, Comunicação, Estética e Teoria do Conhecimento. Esses temas, já largamente estudados pelas diferentes vertentes da Semiótica, têm como matriz teórica, no caso do grupo de pesquisa proponente, os estudos de Charles Sanders Peirce, sempre em relação com conceitos fundamentais da Semiótica europeia. Em busca do diálogo e da troca de experiências, serão aceitos trabalhos que se baseiem em diferentes concepções teóricas.

Simpósio 20 - Semiótica didática: percursos trilhados, atravessamentos interdisciplinares,
                        trajetos em construção 
                        Sémiotique didactique: voies suivies, traversées interdisciplinaires, pistes en
                        construction
                        Semiótica didáctica: caminos trillados, cruces interdisciplinarios, caminos en
                        construcción

Luiza Helena Oliveira da Silva (Universidade Federal do Tocantins - UFT) 
Português/Français/ Español 

Num breve texto de 1979, publicado no caderno Le Bulletin do Groupe de Recherches Sémio-linguistiques, Greimas anunciava o que poderia ser uma semiótica didática: “A semiótica didática, se ela chegar a se constituir, será essencialmente uma maiêutica”. O « se » supunha a constituição de um domínio de pesquisa novo para a semiótica, o da didática, domínio então em fase de edificação como se pode deduzir da presença de outros textos no pequeno dossiê e diversas publicações que se seguiram. O mesmo ""se"", contudo, indicava que esse ramo da teoria poderia não ir muito longe em termos de produções significativas, considerando o que se anunciava então como promessa. Consciente dos muitos problemas que suscita a perspectiva de uma maiêutica, Greimas rejeita toda posição normativa, ainda que considere que a pesquisa pudesse progressivamente contribuir para a definição de uma deôntica particular visando à “eficácia” e à “otimização” no contexto pedagógico. Este simpósio, inserido da temática “Travessias” proposto pela ABES 2017, abre-se como lugar de discussão para trabalhos que se orientam na direção (a) de uma semiótica aplicada à problemática do ensino, (b) da possibilidade de que sejam levados em conta os percursos trilhados pela teoria frente à temática, (c) da mobilização de outras disciplinas postas em diálogo diante da complexidade de aspectos que dizem respeito à educação, (d) dos trabalhos que acenam para trajetos ainda em construção. De um ou outro modo, parte-se do pressuposto de que não se trata apenas de um gesto de aplicação nos moldes de uma perspectiva estreita de transposição didática (e teórica), constituindo-se, assim, como um projeto que, pela natureza específica de seu objeto, pode inaugurar novas direções de teorização inscritas numa semiótica geral. Nesse sentido, o simpósio propõe-se a fazer convergir, ainda que pelo dissenso, reflexões sobre diferentes caminhos e perspectivas tanto para o ensino quanto para a própria semiótica.

 Dans un bref article paru en 1979 dans le Bulletin du Groupe de Recherches Sémiolinguistiques, Greimas indiquait ce que pourrait être une sémiotique didactique : « La sémiotique didactique, si elle arrive à se constituer, sera essentiellement une maïeutique ». Le « si » supposait la constitution d’un domaine de recherche nouveau pour la sémiotique, celui de la didactique, domaine alors en chantier comme on peut le déduire des autres textes du petit dossier et de diverses publications ultérieures ; mais il laissait en même temps ouverte la question de savoir si des productions significatives viendraient effectivement un jour remplir cette promesse. Conscient des nombreux problèmes que soulève la perspective d’une maïeutique, Greimas se garde de toute position normative. Il n’exclut pas pour autant que la recherche puisse progressivement contribuer à la définition d’une déontique particulière visant l’efficacité et l’« optimisation » dans le contexte pédagogique. Organisé dans le cadre général du thème ""Traversées"", proposé par l’ABES pour 2017, le présent symposium se présente comme un lieu de discussion qui pourra concerner (a) de nouvelles formes d’application de la sémiotique aux problèmes de l’enseignement, (b) les pistes théoriques ouvertes par la sémiotique en ce qui concerne la thématique du symposium, (c) les échanges avec les autres disciplines intéressées aux problématiques de l’éducation, (d) des projets encore en construction. Notre objectif n’est évidemment pas l’application mécanique d’une théorie qu’on supposerait achevée. Nous considérons au contraire qu’une approche ouverte de notre objet, la didactique, pourrait, en raison de sa spécificité même, déboucher sur de nouvelles orientations théoriques intéressant la sémiotique générale. Ce symposium voudrait en définitive faire dialoguer, ne serait-ce que sur le mode de la confrontation entre positions divergentes, des réflexions sur les différentes perspectives actuellement envisageables tant pour l’éducation que pour la sémiotique.

 En un pequeño texto de 1979, publicado en Le Bulletin do Groupe de Recherches Sémio-linguistiques, Greimas anunció lo que podría ser una semiótica didáctica: ""Si llega a constituirse, la semiótica de enseñanza será es esencialmente una mayéutica"". El ""si"" supone la creación de una nueva área de investigación en el interior de la semiótica o de la didáctica, espacio en edificación como se puede deducir de la presencia de otros textos en los pequeños dosier y diversas otras publicaciones que siguieron al referido texto. El mismo ""si"", sin embargo, indicaba que esta rama de la teoría no podía ir muy lejos en términos de producciones significativas, teniendo en cuenta lo que entonces se anunció como una promesa. Conscientes de los muchos problemas que plantea la perspectiva de una mayéutica, Greimas rechaza cualquier posición normativa, aunque se considera que la investigación podría contribuir progresivamente a la definición de un deóntica particular, el objetivo de la ""eficacia"" y ""optimización"" en el contexto educativo. Este simposio, introduce el tema ""Cruces"" propuesto por ABES 2017, propone ser un lugar de discusión para los trabajos que se orientan en la dirección (a) de la semiótica aplicada a los problemas de la educación, (b) la posibilidad de que se puede tener en explicar los caminos recorridos por la teoría y el tema, (c) la movilización de otras disciplinas puestas en el diálogo frente la complejidad de los aspectos relacionados con la educación, (d) y de trabajo que invitan a caminos todavía en construcción. De un manera o otra, se parte del presupuesto de que no se trata solo de un gesto de aplicación relacionada a una estrecha perspectiva de transposición didáctica (y teórica), se imagina constituir un proyecto que, por la naturaleza específica su objeto, puede abrir nuevas direcciones de teorización dentro de la semiótica en general. En este sentido, el simposio propone hacer converger, aunque por el disenso, las reflexiones sobre los diferentes caminos y perspectivas tanto para la enseñanza cuanto para la misma semiótica. 

Simpósio 21 - Semiótica e consumo

Valdenise Leziér Martyniuk (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP) 
Luis Alexandre Grubits de Paula Pessôa (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/Rio) 
Português

Na atualidade, o consumo permeia grande parte das relações sociais, estando no centro das motivações individuais e corporativas, moldando práticas de vida e desenhando padrões de comportamento, ao passo que deixa ver também modificações nos modos e valores envolvidos nesses atos cotidianos. Renovações se manifestam nos sincretismos e deslocamentos de papéis temáticos dos diversos atores em relação que operam esses modos de agir, fazendo emergir identidades híbridas, como marcas que assumem atividades de serviço público, fomento social, urbanidades e inserem seus fazeres no entretenimento, arte, esporte, cultura. De outro lado, consumidores, coletivos e organizações não governamentais exercem o fazer comunicativo e midiático como consequência de um saber adquirido no uso diário das tecnologias de comunicação disponíveis. Tais interações dinamizaram, redimensionaram e modificaram os modos de exercício do consumo, manifesto em práticas de economia colaborativa, em uma intrincada rede de relações que relativiza a posse, dando ênfase ao uso, à experiência vivida, à memória emocional e, portanto, à ressemantização do ato de consumir, como prática intersubjetiva. Tal problemática manifesta questões determinantes de emergência de valores, bem como das consequentes polêmicas daí advindas. O simpósio visa apresentar estudos e perspectivas sobre o tema, procedimentos, iniciativas e processos, viabilizados em distintas linguagens e por operações sincréticas, em espaços midiáticos diversos, por comunicações multi e transmidiatizadas. No momento da comemoração do centenário de A. J. Greimas e diante desse cenário de reconfiguração das formas de consumo e também das formas do fazer político, a semiótica edificada pelo autor lituano se volta para a sua perspectiva interdisciplinar junto às teorias da comunicação, antropologia, sociologia que estão nas bases de sua concepção teórica. Objetivando pensar uma teoria da significação, Greimas vislumbrou que as práticas sociais consistem em textos nos termos de totalidade de sentido que, nas suas últimas obras, trata como experiência vivida, postulação que teve desenvolvimentos em vários direcionamentos para caracterizar ainda mais a concepção de que o Homem se define como ser social na e pela produção de sentido em suas construções de linguagem pelo ato da interação. É notável, portanto, a vivacidade dessa fundamentação dada pelo estudioso e pelos semioticistas que o sucederam, bem como a potencialidade que oferece para subsidiar investigações sobre o universo do consumo.


Simpósio 22 - Semiótica e discurso pedagógico
                        Semiotics and pedagogical speach
                        Sémiotique et discours pedagogique

Daniervelin Renata Marques Pereira (Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM) 
Ana Cristina Fricke Matte (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG) 
Vanda Sousa (Universidade Nova de Lisboa, Portugal) 
Português/ English/ Français 

 Este simpósio tem como foco as relações interdisciplinares entre linguagem, discurso e educação, investigadas em uma perspectiva semiótica, entre suas diversas linhas teóricas disponíveis na contemporaneidade e também na relação com outras fundamentações teóricas. Interessa-nos, ainda, os diálogos possíveis das práticas pedagógicas com as tecnologias, com as mídias digitais e com as diferentes áreas de conhecimento. O discurso pedagógico, realizado em diferentes linguagens (verbal e não verbal), é tomado como um todo de significação em que o sistema de valores é construído nas diversas relações entre o ser e o fazer cognitivos, entre os destinadores, destinatários e objetos estáticos e dinâmicos, em estratégias de programação, manipulação, ajustamento ou acaso, em ideologias e perspectivas pedagógicas variadas, de acordo com as práticas e práxis em jogo em cada enunciado. Assim, com a abordagem semiótica discursiva e com outras abordagens semióticas à disposição, buscamos refletir sobre o sujeito-aprendiz, o sujeito-educador e o contexto educacional (formal e não formal) que emerge dos textos analisados, revelando concepções de ensino, de aprendizagem, de linguagem, de instituição, de metodologia, de política educacional, de tecnologia educacional, de material didático, entre outros aspectos afins. O simpósio destinase, assim, à discussão de pesquisas teóricas e de análises semióticas sobre o discurso pedagógico nos diferentes gêneros textuais, práticas e contextos, buscando, para além dos estudos teóricos, contribuir também, a partir de reflexões, com propostas de direções e caminhos para as práticas pedagógicas nos níveis de educação básica, técnica e superior, nas modalidades presencial, a distância e híbrida.

This symposium focuses primarily on interdisciplinary relations between language, speech and education. The approach contains an investigation from the perspective of semiotics in all its theoretical lines currently available and still in its relationship with other theoretical predictions. Thus, we intend to analyse the dialogue between teaching practices and technologies, such as digital media and with different areas of expertise. The pedagogical discourse that takes place in different languages (either verbal or verbal not), is taken as a whole of meaning and whose value system is built in the various relationships between being and doing cognitive, among all those involved in process and between static or dynamic objects the manipulation strategies, adjustment or even random and between ideologies and various pedagogical perspective, according to the practices and praxis present in each statement. So having available discursive semiotic approach among others, we seek to understand the subject-learner, the subject- educator and the educational context (formal and informal) that emerges from the texts analysed, revealing conceptions of teaching, learning, language, institution, methodology, educational policy, educational technology, educational materials, and other related aspects. The symposium is intended, therefore, the discussion of theoretical research and semiotic analysis of the pedagogical discourse in different genres, practices and contexts, seeking, in addition to theoretical studies, contribute also from reflections with directions proposals and ways of teaching practices in basic education levels, technical and higher, in the presence modes, distance and hybrid.

 Ce symposium se concentre sur les relations interdisciplinaires entre le langage, le discours et l'éducation, étudiées dans une perspective sémiotique, entre les différentes lignes théoriques disponibles et aussi par rapport à d'autres fondements théoriques. Nous intéresse également des dialogues possibles des pratiques pédagogiques avec la technologie, avec les médias numériques et de différents domaines d'expertise. Le discours pédagogique, tenue en différentes langages (verbale et non verbale), est considérée comme un ensemble de sens dans lequel le système de valeur est construit dans les différentes relations entre l’être et le faire cognitives, entre les destinateurs, les destinataires et les objets statiques et dynamiques, en stratégies de programmation, de manipulation, d'ajustement ou d’aléa, en idéologies et perspectives pédagogiques différentes, selon les pratiques et la praxis en jeu dans chaque énoncé. Donc, avec l'approche sémiotique discursive et d'autres approches sémiotiques disponibles, nous réfléchissons sur le sujet-apprenti, le sujet-éducateur et le contexte éducatif (formel et informel) qui se dégage des textes analysés, révélant des conceptions de l'enseignement, l'apprentissage, la langue, l'institution, la méthodologie, la politique de l’éducation, la technologie éducative, le matériel éducatif et d'autres aspects connexes. Le symposium est destiné, par conséquent, à la discussion de la recherche théorique et analyse sémiotique du discours pédagogique dans différents genres, pratiques et contextes. On cherche, en plus des études théoriques, contribuer également aux réflexions avec des propositions de directions et d'orientations pour les pratiques d'enseignement dans les niveaux d'éducation de base, technique et supérieur, dans les modalités face à face, à distance et hybride.

Simpósio 23 - Semiótica e estética da comunicação
                        Sémiotique et esthétique de la communication
                        Semiotics and Communication Aesthetics
                        Semiótica e estética de la comunicación
                       Semiotica ed estetica della comunicazione

Kati Caetano (Universidade Tuiuti do Paraná - UTP) 
Adriana Tulio Baggio (Universidade Federal do Paraná - UFPR) 
Português Français English Español Italiano 

A incorporação da experiência sensível no foco de atenção da semiótica, bem como de suas propriedades estésicas nas relações do homem com o mundo e com outros seres humanos, coloca na ordem do dia a relevância da dimensão estética dos processos interacionais, aprofundando os vínculos entre o aspecto cognitivo e afetivo da comunicação. Tendo como princípio a ideia de que a estética é condição originária do laço comunicacional, e de que o campo da comunicação, cada vez mais, tem sido abordado no mundo contemporâneo pela lógica da midiatização e da circulação dos sentidos, esse simpósio tem o propósito de acolher reflexões que tratem tanto da importância do sensível na representação das operações cognitivas presentes nos atos comunicativos, e portanto de uma estética da comunicação definida pela figura do comum que permeia a partilha do sensível, assim como de diferentes poéticas adotadas pelas mídias. Por experiência sensível entendemos aqui os modos de apreensão do sentido simulados em enunciados comunicacionais, e aqueles sentidos apreendidos em ato, experimentados e vividos, nas instâncias mesmo da cotidianidade, pelos sujeitos nos processos interacionais.Tal objetivo insere-se na proposta do congresso, pelo fato de que a experiência - uma forma quase-narrativa de travessia, como nos lembra Paolo Fabri - se inscreve especialmente, embora não de maneira exclusiva, nas novas formas de interação e nos componentes sensoriais da produção de sentido e da subjetividade nas produções midiáticas.Tem-se como princípio, portanto, que a estética e a estesia ocorrem na articulação entre o sensível e o inteligível, entre o sentir e o compreender. É conhecida a etimologia comum de sabor e saber recuperada por Greimas em De L' Imperfection, quando nos lembra que o latim sapere, ter sabor, converte-se em saber; podemos evocar também em outra perspectiva teórica sobre o sentido, o empenho do pragmaticista Herman Parret em demonstrar que no movimento da compreensão e do raciocínio abdutivo estão implicados o sentimento, o faro, o tato e o bom gosto, a sensibilidade e a imaginação. A estesia convoca e articula os sentidos para a produção do sentido nos enunciados e nos processos comunicacionais. No entanto, uma exacerbação dessa mesma estesia pode levar a um esvaziamento do sentido por meio de uma an-estesia, situação que tem ocupado muitas reflexões na comunicação na esteira de uma perspectiva crítica da primazia das sensações. Por isso, o simpósio acolhe trabalhos de diferentes abordagens, que englobem o estudo dos fundamentos estéticos da experiência comunicativa em sua relação com os processos midiáticos e o campo da comunicação, a estetização da vida cotidiana e seus efeitos de espetacularização, a experiência estética e as performances do corpo, as múltiplas formas de mediações e contágios nas relações em rede, online e offline, e seu papel na construção de subjetividades e dessubjetividades, a produção cultural e jornalística em contexto multimidiático, bem como os recursos estético-estésicos presentes em diferentes mídias e práticas comunicacionais. Trata-se, em suma, de criar espaços de interlocução entre a semiótica e os estudos de comunicação, mediados pelos interesses comuns em relação à experiência estética.

L’intégration de l’expérience sensible au cœur de la sémiotique, ainsi que ses propriétés esthésiques dans les relations de l’homme avec le monde et les autres êtres humains, met à l’ordre du jour l’importance de la dimension esthétique des processus interactionnels, approfondissant notamment les liens entre l’aspect cognitif et affectif de la communication. Partant du principe que l’esthétique est une condition originaire du lien communicationnel, et que le domaine de la communication est de plus en plus abordé dans le monde contemporain, par sa logique de médiatisation et de circulation des sens, ce colloque a comme objectif de recueillir les réflexions traitant tantôt de l’importance du sensible dans la représentation des opérations cognitives présentes dans les actes communicatifs, et par-là, d’une esthétique de communication définie par la figure commune qui imprègne le partage du sensible, tantôt des différentes formes poétiques adoptées par les médias. Par expérience sensible, on entend ici les moyens de considération du sens sous forme d’énoncés communicationnels, et les sens qui soient envisagés dans l'acte, expérimentés et vécus, au cours de la vie quotidienne, par les sujets des processus interactionnels. Cet objectif s’insère tout à fait à la proposition du congrès, par le fait que l’expérience – forme presque-narrative de traversée, comme nous le rappelle Paolo Fabri – s’inscrit notamment, mais pas exclusivement, aux nouvelles formes d’interaction et aux composants sensoriels de la production de sens ainsi que de la subjectivité dans le matériel médiatique. On prendra ainsi pour principe que l’esthétique et l’esthésie apparaissent à l’articulation entre le sensible et l’intelligible, entre le sentir et le comprendre. On connaît l’étymologie commune de “saveur” et “savoir” remise à jour par Greimas dans De L' Imperfection, quand il nous rappelle que le latin SAPERE, avoir de la “saveur”, se convertit en “savoir” ; on peut également évoquer dans une autre perspective théorique du sens, les travaux du pragmaticien Herman Parret pour démontrer que sont impliqués dans le mouvement de la compréhension et du raisonnement abductif l’odorat , le toucher et le goût, la sensibilité et l’imagination. L’esthésie fait appel à et articule les sens pour la création de productions de sens au sein des énoncés et dans les processus communicationnels. Cependant, une exacerbation de cette même esthésie peut amener à un vide de sens à travers une an-esthésie, situation aujourd’hui sujette à de nombreuses réflexions dans le domaine de la communication s’orientant vers une perspective critique de la suprématie des sensations. C’est pour cela que le colloque comprend des études de différents abordages, dont des travaux portant sur les fondamentaux esthétiques de l’expérience communicative dans sa relation avec les processus médiatiques et le domaine de la communication, l’esthétisation de la vie quotidienne et ses effets de spectacularisation, l’expérience esthétique et les performances du corps, les multiples formes de médiations et les contagions dans les relations en réseaux online et offline, et son rôle dans la construction de subjectivités et des-subjectivités, le matériel culturel et journalistique en contexte multimédia, ainsi que les ressources esthético-esthésiques présentes dans les différents médias et pratiques communicationnels. Il s’agit, en somme, de créer des espaces d’interlocution entre la sémiotique et les études de communication à travers leurs intérêts communs en relation à une expérience esthétique.

 The incorporation of sensitive experience in the focus of semiotics, as well as their esthesic properties in the relations of human beings with each other and with the world, address the importance of aesthetic dimension in interaction processes, deepening the links between communication cognitive and affective aspects. Having as principle the idea that aesthetics is original condition of the communication lace, and that field of communication has been increasingly approached in the contemporary world by the logic of mediatization and meanings circulation, this symposium aims to welcome reflections that address both the importance of the sensitive in the representation of cognitive operations present in communicative acts, and thus of a communication aesthetics defined by common figure that permeates the distribution of the sensitive, as well as various poetics adopted by the media. By sensitive experience we understand the ways of meaning realization simulated in communication enunciates and the meanings got in act, experienced and lived by subjects in interactional processes in very proper instances of everyday life. This objective is inserted in the Congress proposal by the fact that experience – an almost-narrative form of crossing (travessia), as Paolo Fabbri remembers – fits particularly, though not exclusively, in the new forms of interaction and in the sensitive components of meaning production and subjectivity in media productions. The principle, therefore, is that aesthetics and esthesia occur in the joint between sensitive and intelligible, between feeling and understanding. It is well known the common etymology of words ""savor"" and ""knowledge"" retrieved by Greimas in De L'Imperfection, when he reminds us that the Latin form sapere – savor (sabor) – becomes knowledge (saber). We can also evoke, in another theoretical perspective on the meaning, the commitment of pragmaticist Herman Parret to show that movement of abductive understanding and reasoning involves feeling, smell, touch and taste, sensitivity and imagination. Esthesia calls and articulates senses for the production of meaning in enunciates and communication processes. However, an exacerbation of esthesia can lead to an emptying of meaning through an an-esthesia, a situation that has held many reflections on communication in the wake of a critical perspective of the primacy of sensations. For this reason, the symposium receives papers from different approaches, covering: the study of aesthetic fundamentals of communicative experience in their relationship with media processes and communication field; the aestheticization of everyday life and their spectacularization effects; the aesthetic experience and body performances; the multiple forms of mediations and contagions in online and offline network relations as well as its role in the construction of subjectivities and de-subjectivities; cultural and journalistic production in a multimedia context; the aesthetic-esthesic resources present in different media and communication practices. In summary, this symposium aims to create dialogue spaces between semiotics and communication studies, mediated by shared interests regarding the aesthetic experience.

 La incorporación de la experiencia sensivel en el foco de atención de la semiótica, así como sus propiedades estésicas en las relaciones del hombre con el mundo y con los otros seres humanos, incluye en la agenda la importancia de la dimensión estética de los procesos de interacción, y la profundización de los vínculos entre los aspectos cognitivos y afectivos de la comunicación. Teniendo como principio la idea de que la estética es el estado original del lazo de la comunicación, y de que, cada vez más, el campo de la comunicación, ha sido abordado en el mundo contemporáneo por la lógica de los medios de comunicación y la circulación de los sentidos, este simposio tiene como objetivo aceptar reflexiones que aborden la importancia de lo sensible en la representación de las operaciones cognitivas presentes en los actos comunicativos, y por tanto una estética de comunicación definida por la figura de lo común que impregna la mediación de lo sensible, así como de diversas poéticas adoptadas por los medios de comunicación. Por experiencia sensible aquí entendemos los modos de percepción del sentido simulado en los enunciados comunicativos o aprehendidos en el acto, experimentados y vividos incluso en la vida cotidiana por los sujetos en procesos objetivos interacionales. Este objetivo es parte de la propuesta del Congreso, por el hecho de que la experiencia - una forma casi-narrativa de travesía, como nos recuerda Paolo Fabri - cae en particular, aunque no exclusivamente, en las nuevas formas de interacción y en los componentes sensoriales de la producción de sentido y de la subjetividad en las producciones de los medios de comunicación. El principio es que la estética y estesia se producen en la articulación entre lo sensible y lo inteligible, entre el sentimiento y la comprensión. Conocemos la etimología común de sabor y saber, recuperada por Greimas en De L 'Imperfección, cuando nos recuerda que el ""sapere"" - tener sabor - se convierte en el conocimiento; también podemos evocar en otra perspectiva teórica sobre el sentido, el compromiso del pragmatista Herman Parret por demostrar que en el movimiento de la comprensión y del razonamiento abductivo están involucrados el sentimiento, el olfato, el tacto y el buen gusto, la sensibilidad y la imaginación. El estesis llama y articula el camino para la producción de sentido en los enunciados y procesos de comunicación. Sin embargo, una exacerbación de la estesia puede conducir a que el significado se quede vacío a través de un an-estesis, una situación que ha llevado a muchas reflexiones sobre la comunicación a raíz de una perspectiva crítica de la primacía de las sensaciones. Por lo tanto, el simposio da la bienvenida a trabajos con diferentes enfoques, que engloben el estudio de los fundamentos estéticos de la experiencia comunicativa en su relación con los procesos mediáticos y el campo de la comunicación, la estetización de la vida cotidiana y sus efectos de espectacularización, la experiencia estética y las performances del cuerpo, las múltiples formas de mediaciones y contagios en las relaciones en red, en línea y fuera de línea, y su papel en la construcción de subjetividades y dessubjetividades, la producción cultural y periodística en un contexto multimedia, así como los recursos estético-estésicos presentes en diferentes medios y prácticas de comunicación. En resumen, se trata de crear espacios de diálogo entre la semiótica y los estudios de comunicación, mediados por intereses comunes en relación a la experiencia estética.

 L’incorporazione dell’esperienza estetica sensibile al centro dell’attenzione della semiotica, bensì come le loro proprietà estesiche nei rapporti dell'uomo col mondo e gli altri esseri umani, mette all’ordine del giorno la rilevanza della dimensione estetica dei processi di interazione, approfondendo i legami tra l’aspetto cognitivo e quello affettivo della comunicazione. Avendo come principio l’idea della estetica come condizione originaria del laccio comunicazionale, e che il campo della comunicazione è affrontato nel mondo contemporaneo sempre di più dalla logica della mediatizzazione e circolazione del sensi, questo simposio accogli riflessione che riguardano sia l’importanza del sensibile nella rappresentazione delle operazione cognitive presenti in atti comunicative ovvero di una estetica della comunicazione definita dalla figura del comune che permea la condivisione del sensibile, sia le diversi poetiche adottati della media. Intendiamo per esperienza sensibile i modi ¬– simulati in enunciati comunicazionali – de apprendere il senso e quei sensi presi in atto, sperimentati e vissuti proprio nel vivere quotidiano dei soggetti nei processi di interazione. Questo obiettivo rientra nella proposta del convegno per quanto l’esperienza – una forma quasi-narrativa di attraversamento (travessia), come ci ricorda Paolo Fabbri – ricade particolarmente, anche se non esclusivamente, nelle nuove forme di interazione e nei componenti sensoriali della produzione di senso e della soggettività nelle produzioni mediatiche. Il principio dunque è che l’estetica e l’estesia avvengono nell’articolazione tra il sensibile e l’intelligibile, tra il sentire ed il comprendere. È ormai conosciuta l’etimologia comune – ricoverata da Greimas nel Dell’Imperfezione – tra le parole sapore e sapere, entrambi originate dello stesso verbo latino sapere; possiamo anche evocare in un’altra perspettiva teorica sul senso l’impegno del prammatista Herman Parret nel dimostrare che il movimento della comprensione e del pensiero adduttivo coinvolgono il sentimento, l’olfatto, il tatto, il buon gusto, la sensibilità e l’immaginazione. L’estesia richiama e articola i sensi verso la produzione di senso negli enunciati e nei processi comunicazionali. Tuttavia, una esacerbazione di tale estesia può portare ad uno svuotamento del senso verso una an-estesia, una situazione che ha generato molte riflessioni sulla comunicazione, nella scia di una prospettiva critica della prevalenza delle sensazioni. Perciò il simposio accoglie lavori di approcci diversi che coinvolgono: lo studio dei fondamenti estetiche dell’esperienza comunicativa nel suo rapporto col processi mediatici e il campo della comunicazione; l’estetizzazione della vitta quotidiana e loro effetti di spettacolarizzazione; l’esperienza estetica e gli performance del corpo; le molteplici forme di mediazioni e di contagi nelle relazioni in rete, online ed offline, e il suo ruolo nella costruzione di soggettività e de-soggettività; la produzione culturale e giornalistica in un contesto multimediale, bensì come i risorsi esteticiestesici presenti nei diversi media e pratiche comunicazionali. Si tratta insomma di creare spazi di dialogo tra la semiotica e gli studi sulla comunicazione, mediati da interessi comune che riguardano l’esperienza estetica.  

Simpósio 24 - Semiótica e novas mídias: desafios e diálogos
                        Sémiotique et nouveaux médias: des défis et des dialogues
                        Semiotics and new media: challenges and dialogues
                       Semiótica y nuevos medios: desafíos y diálogo

Patrícia Margarida Farias Coelho (Universidade de Santo Amaro - Unisa) 
Marcos Rogério Martins Costa (doutorando na Universidade de São Paulo - USP) 
Português Français English Español 

 As novas mídias podem ser definidas como o conjunto de diferentes e diversos meios de comunicação que produzem diversos conteúdos e veiculam para uma massa indistinta de público; criado principalmente a partir dos e com os desdobramentos da internet. A semiótica de linha francesa, como uma teoria que investiga a significação nos e pelos textos, se lança na empreitada de entender esses novos meios de comunicação, suportes e plataformas. Portanto, esse simpósio tem o objetivo de entender e discutir as transformações discursivas que aconteceram com o advento das novas mídias, em especial aquelas desenvolvidas na segunda metade do século XX e que estão em plena ascensão no século XXI. Para isso, propomos perscrutar diferentes suportes, plataformas e meios de comunicação, como, por exemplo, blogs, redes sociais digitais, advergames, dentre outros. As reflexões semióticas se inserem nesse campo de investigação porque as linguagens produzidas, circuladas e recebidas nesses distintos meios de comunicação são construções de sentido. Vemos também a emergência de novas linguagens sincréticas com diferentes combinações e tipos de codificação. Os horizontes da linguagem, portanto, se expandiram e adquiriram novas formas e modos de produção, circulação e recepção, como propõem Santaella (2012; 2010; 2009), Coelho (2013; 2012), McLuhan (2010), Levy (2009), dentre outros. A semiótica francesa vem, assim, colaborar para a investigação desse fenômeno, porque podemos entender, a partir dela, o que o texto diz, como diz e por que diz, tripartindo o plano do conteúdo em três níveis: fundamental, narrativo e discursivo; bem como depreender as diversas categorias do plano da expressão. Somados aos desdobramentos tensivos, a teoria semiótica tem se esforçado para desvelar os sentidos dos textos. Por conseguinte, as novas mídias são um campo que conclama um exame mais apurado de sua tessitura sensível, plástica e discursiva e, para isso, o projeto semiótico tem muito a contribuir.

 Les nouveaux médias peuvent être définies comme l’ensemble des différents et divers médias qui produisent des contenus divers et de transmettent à une masse floue de l’auditoire; créée principalement a partir de et avec le déroulement de l’internet. La sémiotique française, comme une théorie qui se penche sur le sens dans et par les textes, recherche pour comprendre ces nouveaux médias, formats et plates-formes. Par conséquent, ce symposium a pour objectif de comprendre et de discuter des changements discursives qui s’est produite avec l’avènement des nouveaux médias, en particulier ceux mis au point dans la seconde moitié du XXe siècle et qui sont en large hausse au XXIe siècle. Pour ce faire, nous vous proposons différents pairs prend en charge, des plates-formes et des médias, tels que les blogs, réseaux sociaux en ligne, advergames, entre autres. Les réflexions sémiotiques sont dans ce domaine de recherche parce que les langues qui sont produit, distribué et reçu dans ces différents médias sont des constructions de sens. On voit aussi l’émergence de nouvelles langues syncrétiques avec différentes combinaisons et types d’encodage. Les horizons de la langue, par conséquent, élargi et acquis de nouvelles formes et modes de production, diffusion et réception, comme proposé Santaella (2012, 2010, 2009), Coelho (2013, 2012), McLuhan (2010), Levy (2009), entre autres. La sémiotique Français vient contribuant ainsi à l’étude de ce phénomène, parce que nous comprenons, d’elle, ce que dit le texte et pourquoi, dit, ciblant le plan du contenu en trois niveaux : profonde, narratif et discursif; en plus de comprendre les différentes catégories de plane de l’expression. Ajouté aux developments tensives, la théorie sémiotique lutte pour dévoiler les sens des textes. Par conséquent, les nouveaux médias sont un domaine qui demande un examen plus précis de votre tessiture sensible, plastique et discursive, et le projet sémiotique a beaucoup à apporter.

 The new media can be defined as the set of different and various media that produce various content and convey to a fuzzy mass of audience; created primarily from and with the unfolding of the internet. The semiotics of French line, as a theory that investigates the meaning in and by the texts, launches on contract for understanding these new media, formats and platforms. Therefore, this symposium aims to understand and discuss the discursive changes that occurred with the advent of new media, in particular those developed in the second half of the 20th century and who are in broad rise in the 21st century. From this, we propose different peer supports, platforms and media, such as blogs, online social networks, advergames, among others. The semiotic reflections are in this research field because the languages produced, circulated and received in these different media are constructions of meaning. We also see the emergence of new syncretic languages with different combinations and types of encoding. The horizons of the language, therefore, expanded and acquired new forms and modes of production, circulation, and reception, as proposed Santaella (2012; 2010; 2009), Coelho (2013; 2012), McLuhan (2010), Levy (2009), among others. The French semiotics comes, thus contributing to the investigation of this phenomenon, because we can understand, from it, what the text says, and why say,segmenting the content in three: deep, narrative and discursive levels; as well as understand the various categories of the expression plan. Added to tensive developments, the semiotic theory unveils the meanings of the texts. Therefore, the new media are a field that urges a more accurate exam of your sensitive, plastic and discursive tessitura and the semiotic project has much to contribute.

 Los nuevos medios digitales pueden definirse como un conjunto de diferentes y diversos medios de comunicación que producen diversos contenidos y transmiten a una masas indistinta de publico; creado principalmente desde y con los desarrollos de internet. La semiótica de línea francesa, como una teoría que investiga el significado en y por los textos, lanzase en el desafío de entender estos nuevos medios de comunicación, stands y plataformas. Por lo tanto, este simposio tiene como objetivo comprender y analizar las transformaciones discursivas que ocurrión con la llegada de nuevos medios de comunicación, especialmente aquellos desarrollados en la segunda mitad del siglo XX y están en aumento en el siglo XXI. Para esto, proponemos mirar en diferentes medios de comunicación, plataformas y medios digitales, como por ejemplo, los blogs, las redes sociales en línea, los advergames, entre otros. Las reflexiones semióticas está comprendido en esa esfera de la investigación porque las lenguas producen, distribuyen y se reciben en estos diferentes medios de comunicación son construcciones de significado. También vemos la aparición de nuevos lenguajes sincréticas con diferentes combinaciones y tipos de codificación. Los horizontes de la lengua, por tanto, se expandieron y adquieren nuevas formas y modos de producción, circulación y recepción, como propuesto por Santaella (2012; 2010; 2009), Coelho (2013; 2012), McLuhan (2010), Levy (2009), entre otros. La semiótica francesa viene, así, colaborar en la investigación de este fenómeno, ya que podemos entender, a partir dello, lo que dice el texto, como él dice y porque dice, tripartindo los contenidos del plan en tres niveles: fundamental, narrativo y discursivo; así como se infiere de las diversas categorías de plano de expresión. Agregado a los desarrollos tensivos, la teoría semiótica ha tratado de decifrar el significado de los textos. Por lo tanto, los nuevos medios digitales son un campo que requiere un examen más detenido de su tejido sensible, plástico y discursiva y, por lo tanto, el proyecto semiótico tiene mucho que aportar. 
             

Simpósio 25 - Semiótica e significação musical: propostas teóricas e aplicação

Antonio Vicente Seraphim Pietroforte (Universidade de São Paulo, USP) 
Cleyton Vieira Fernandes (Universidade Federal do Cariri, UFCA) 
Português 

Nos últimos anos a semiótica brasileira tem avançado substancialmente na análise do discurso musical. A partir da canção, eixo das investigações de Luiz Tatit, diversos avanços foram alcançados na compreensão dos parâmetros musicais. Aspectos melódicos, timbrísticos, harmônicos, entre outros, tem sido alvo de pesquisas que buscam compreender a construção do sentido no discurso musical, fazendo com que esta semiótica se estabeleça gradativamente como uma área de interesse consolidada nos estudos sobre a significação, tendo ainda muito a contribuir para o fortalecimento do campo geral da disciplina. Entendemos, portanto, como sendo de fundamental importância a abertura de espaços para debates sobre o tema. A música, enquanto fenômeno humano, pode ser descrita de muitos pontos de vista: (1) há descrições históricas e antropológicas, que cuidam dos muitos modos de se fazer música ou de valorizá-la com conotações sociais; (2) há descrições estéticas, responsáveis pela construção de escolas e estilos musicais; (3) há descrições éticas, que chegam a projetar na música valores ideológicos e, até mesmo, terapêuticos; (4) há, ainda, descrições a respeito da significação musical, que buscam determinar seus sentidos. Entre todas essas possibilidades, nossa proposta de simpósio não é história da música, pois enquanto descrição de mecanismos formais de uma linguagem humana, pretende-se uma abordagem não através do tempo, mas das propriedades musicais capazes de resistir às variações históricas e culturais. Também não se trata de valorizar determinadas estéticas em comentários apreciativos, não se trata de fazer manifestações estéticas; não faz parte dessa proposta projetar ideologias nas formas musicais, discutindo políticas. Trata-se, no caso, de estudar a música do ponto da vista da significação, ou seja, do ponto de vista semiótico. Há muitas propostas semióticas e semiológicas da significação musical, justamente porque há muitos modos semióticos e semiológicos de abordagem; todavia, não se pretende fazer a descrição de todas ou de algumas delas. Pretende-se, isto sim, encaminhar, em termos de processos discursivos, os modos de estudar a geração do sentido nos textos musicais e fomentar o debate sobre os avanços obtidos nos últimos anos no Brasil e fora dele.

Simpósio 26 - Semiótica, Educação e Linguagens Visuais
                        Sémiotique, Enseignement et Langages Visuelles

Anamélia Bueno Buoro (CPS/PUC-SP) 
Moema Martins Rebouças - Universidade Federal do Espírito Santo - Ufes) 
Sandra Regina Ramalho e Oliveira (Universidade do Estado de Santa Catarina - Udesc) 
Português Français 

O V Congresso Internacional da Associação Brasileira de Estudos Semióticos/ABES elege como tema Travessias, é aqui interpretado como um esforço para contemplar a superação de fronteiras teóricas, disciplinares e temáticas que os estudos semióticos têm empreendido na contemporaneidade. A educação compreendida como lugar das práticas e processos sociais, históricos e culturais necessita de aportes teóricos que envolvam os estudos vinculados às linguagens verbais, visuais, audiovisuais e tecnológicas nas dimensões históricas, sociais, culturais, estéticas e políticas. A junção entre a semiótica, educação e linguagens visuais promove e amplia teórica e metodologicamente campos distintos, possibilitando que os estudos da arte, da educação e das mídias e as articulações tecidas por eles nas práticas artísticas, educativas e midiáticas contemplem novos modos de interação, de apropriação de linguagens e de fluxos, em travessias que conferem sentido à contemporaneidade. O simpósio “Semiótica, Educação e Linguagens Visuais” quer discutir as travessias e os rastros deixados por elas em investigações que não considerem como educativo somente o que é proposto e desenvolvido no espaço escolar, mas considere as articulações e fluxos entre arte, educação e mídia. Reflexões teóricas sobre interações entre semiótica, educação e linguagens visuais. Relatos de práticas nos campos da educação, articuladas com linguagens visuais, nas artes, nas mídias, no design, na Publicidade, na Moda, com aporte teórico da semiótica discursiva. Objetivos gerais: 1) Envolver estudos que estabeleçam conexões entre linguagens, produtos, objetos e práticas sociais; 2) Apresentar trabalhos que discutam práticas significantes na escola e em espaços culturais; 3) Enfatizar os processos de intertextualidade e de interdiscursividade; 4) Verificar potenciais de espaços alternativos - presenciais ou virtuais - para constituição de sentidos e conhecimentos.

 À ce symposium concerneront des approches théoriques autours des interactions entre sémiotique, enseignement et des langages visuelles. Toujours sous le cadre de la sémiotique française contemporaine, on invite aussi des auteurs et des comptes rendus au sujet des pratiques de l’enseignement en étroite synergie avec les arts, les médias, le design, la publicité et la mode. 

Simpósio 27 - Tradução, adaptação e (re)criação: explorando travessias possíveis
                        Translation, adaptation and (re)creation: looking into possible crossings
                        Traduzione, adattamento e (ri)creazione: alla scoperta delle possibili attraversate
                      
 Carolina Paganine (Universidade Federal Fluminense - UFF) 
Vanessa Lopes Lourenço Hanes (Universidade Federal Fluminense - UFF) 
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As palavras travessia e tradução contêm em sua etimologia a ideia de atravessar, de passar de um estado a outro, origem esta que evidencia a característica mais marcante de ambos os processos: o aspecto ativo de movimentar sentidos entre fronteiras. Em sintonia com o tema deste V Congresso Internacional da ABES, o presente simpósio busca reunir trabalhos em torno das assim chamadas traduções intersemióticas (Jakobson, 1975), tendo como objetivo refletir sobre os efeitos advindos do movimento estabelecido pelo trânsito entre sistemas semióticos diversos, bem como sobre os processos através dos quais tal movimento se dá. As transformações ocorridas nesses movimentos são paradoxais: ao mesmo tempo que deslocam linguagens, materiais expressivos e sistemas culturais de seus espaços de origem, aproximam sentidos, percepções e expressões sobre os objetos de análise. Postos assim em contato, percebe-se que nesses objetos as fronteiras se esmaecem, abrindo espaço para um fluido contínuo de intertextualidades e de hibridismos artístico-textuais. Dessa maneira, este simpósio se abre para abarcar a travessia de vários temas possíveis que tratem de movimentos, deslocamentos e aproximações entre linguagens: estudos de tradução e adaptação entre literatura, mídia audiovisual, teatro, artes visuais, quadrinhos, games, novas mídias etc., em qualquer direção de partida; estudos de reescritas, literárias ou não, que transitem entre gêneros diversos; e os aspectos críticos e práticos das fronteiras porosas entre criação e recriação.

 The etymology of the words crossing and translation gives the idea of going across, changing states. This common origin serves to clarify the strongest characteristic of both processes: the active movement of meanings across borders. In conformity with the theme of ABES’s 5th International Congress, the objective of this symposium is to gather studies focusing on intersemiotic translations (Jakobson, 1975), in order to reflect on the effects of the movement established by crossing between different semiotic systems, as well as to consider the processes through which this movement occurs. These movements bring about paradoxical transformation: while dislocating languages, meaningful material and cultural systems from their original space, they approximate meanings, perceptions and expressions regarding the objects analyzed. When these objects are put in contact their borderlines fade, opening space for a continuous flow of artistic and cultural intertextualities and hybridisms. Therefore, this symposium is open to encompass the crossing between several possible themes dealing with movement, displacement and approximation between languages; translation studies and adaptations studies between literature, audiovisual media, plays, visual arts, comic strips, games, new media, etc., from any to any format; studies on literary or nonliterary rewriting between different genres; and the critical and practical aspects of the porous boundaries between creation and re-creation.

Attraversata e traduzione sono parole che contengono, nella loro etimologia, l’idea di attraversare, passare da uno stato ad altro, origine questa che mette in evidenza la caratteristica più rilevante di entrambi i processi: l’aspetto attivo del movimentare i sensi oltre i confini. In linea con il tema di questo V Congresso Internazionale dell’ABES, il presente simposio cerca di riunire lavori riguardanti le cosiddette traduzioni intersemiotiche (Jakobson, 1975), con lo scopo di riflettere sugli effetti del movimento provocato dal transito tra sistemi semiotici diversi e sui processi interni a tale movimento. Le trasformazioni coinvolte in questi movimenti sono paradossali: allo stesso tempo in cui movimentano linguaggi, materiali espressivi e sistemi culturali dai loro spazi d’origine, avvicinano sensi, percezioni ed espressioni riguardanti gli oggetti d’analisi. Dal loro contatto ci si accorge che i confini si disperdono, facendo spazio al flusso continuo di intertestualità e ibridismi artistico-testuali. Per tanto, questo simposio si espande a vari temi possibili riguardanti movimenti, spostamenti e avvicinamenti tra linguaggi: studi su traduzioni e adattamenti tra letteratura, media audiovisiva, teatro, arti visuali, fumetti, video games, media digitali ecc., in qualsiasi direzione; studi su riscritture, letterarie o meno, in transito tra generi diversi; e aspetti critici e pratici dei confini porosi tra creazione e ricreazione.